Artigo - Reforma e recuperação das pastagens

Diversas são as causas da degradação de pastagens nas fazendas, cujas consequências prejudicam o desempenho da produção. Recuperar ou reformar o pasto são ações que podem reverter esse processo.

Muitas são as causas de degradação das pastagens e dentre elas pode-se mencionar:

- Escolha inadequada da forrageira;

- Perda contínua de fertilidade do solo;

- Super lotação das pastagens;

- Má localização de aguadas e bebedouros;

- Não observância dos períodos corretos de ocupação e descanso das pastagens.

A reforma e/ou recuperação de pastagens são ações impostas pelo homem no sentido de reverter um processo de degradação das mesmas.

Recuperação de pastagens:

Implica na destruição total da vegetação remanescente (normalmente aração, gradagem ou herbicidas) e nova implantação da pastagem, que poderá ser da mesma espécie forrageira ou espécie diferente daquela original. É utilizada quando a degradação da pastagem provocou morte de plantas e consequentemente sensível redução da forrageira-alvo.

A recuperação implica na devolução do vigor perdido das plantas originais, mas que estavam presentes em tal número na área (stand), que justifica o investimento sem a necessidade da destruição total da massa forrageira.

Portanto, o fator de decisão entre reforma ou recuperação é o stand - número de plantas por determinada área e depende da espécie forrageira.

Depois de analisada as condições de degradação, e tomada a decisão de se fazer a reforma ou recuperação, deve-se seguir um roteiro básico que pode ser modificado e adaptado em função das condições locais de cada fazenda.

Etapas da Reforma das pastagens:

1- Destruição da massa vegetal remanescente - executada normalmente por via mecânica (aração, gradagem). Pode ser utilizado também herbicidas não seletivos para inibir o desenvolvimento de plantas invasoras;

2- Aplicação de calcáreo para corrigir a acidez do solo e incorporação de adubos para elevar o nível de fertilidade do solo compatível com o sistema de produção pecuário a ser explorado;

3- Reestabelecimento da planta forrageira - realizar a semeadura com sementes de alto valor cultural, provenientes de firmas idôneas. Um bom preparo do solo,com correta profundidade de colocação da semente, seguido de uma competente compactação, irão assegurar uma boa germinação.

OBS: caso a espécie forrageira escolhida multiplique-se por mudas, o solo deve ser preparado do mesmo modo para então realizar o plantio, com espaçamento adequado de acordo com a espécie utilizada.

Etapas da Recuperação das pastagens:

1- devolução da fertilidade do solo através da aplicação de adubos nitrogenados, potássicos e fosforados, pormeio de cobertura, não sendo necessário a incorporação dos mesmos ao solo;

2- controle auxiliar de plantas invasoras - através do uso de herbicidas que controlem folhas largas ( Latifolicidas ) para que a pastagem se reestabeleça novamente.
A manutenção da fertilidade do solo é muito importante para que não haja risco de nova degradação nas pastagens das fazendas que investirem na recuperação.

Responsável Técnico : Iramaia M. Bassoi Hefner CRMV 01437/Z

Artigo - Etologia e bem-estar animal

Aspectos sobre o comportamento do bovino de corte (Nelore Padrão, Nelore Mocho, Guzerá e demais raças de zebu ou gado europeu).

Para que possamos melhorar o manejo do rebanho, é importante que nós profissionais técnicos, criador e trabalhadores de campo na pecuária de corte,  tenhamos conhecimentos básicos de etologia (comportamento animal), da espécie com a qual estamos trabalhando. Então, somente sabendo do comportamento da espécie, saberemos qual o melhor manejo para ela, e claro que isso tudo reflete em produtividade. O manejo inadequado, muitas vezes agressivo, acarreta conseqüências negativas no desempenho produtivo e qualidade da carne.

Os bovinos são animais gregários, ou seja, vivem em grupos e delimitam a área de pasto nas fazendas, como:

a) área de alimentação, onde os animais pastejam;

b) malhadouro onde os animais ruminam e descansam.

Veja outros conceitos:

- Espaço individual - é o espaço mínimo que o animal necessita para realizar seus movimentos e se sentir à vontade. Nas condições de criação em sistemas intensivos de produção é muito comum a formação de grandes grupos de animais, mantidos em alta densidade. A expectativa é que nessas condições aumentem a produtividade, mas não podemos nos esquecer que também terão efeitos sobre a expressão do comportamento e o desempenho individual dos animais. Por exemplo, nas fazendas em que a criação dos bovinos se dá em condições de alta densidade populacional, os animais não podem evitar a violação de seu espaço individual, o que pode resultar num aumento das interações agonísticas e estresse social.

- Distância de fuga - é a mínima distância que o animal permite aproximação de uma pessoa ou predador antes de iniciar a fuga. Depende muito do manejo o qual esse animal já foi submetido. Animais mais dóceis ou manejados de forma melhor apresentam menor distância de fuga. Depende também da raça, pois cada uma tem comportamento difereciado. Ex: os zebus em geral e a raça Nelore em especial, normalmente são mais arredios e bravios do que animais de raças européias.

- Líder - é o animal que normalmente toma a iniciativa de tudo e o rebanho o acompanha. Há sempre um animal que inicia o deslocamento ou as mudanças de atividade, quando ele é seguido pelos outros, trata-se do líder. Geralmente são as vacas mais velhas que lideram os rebanhos.

- Dominante - indivíduo ou indivíduos do grupo que ocupam as posições mais altas na hierarquia, dominam os demais os atacando impunemente e têm prioridade em qualquer competição; os submissos (ou dominados) são os que se submetem aos dominantes. Os fatores que normalmente determinam a posição na hierarquia são o peso, idade e raça. Dentro de um rebanho essa hierarquia é claramente percebida, porém em lotes muito grandes, os animais tem dificuldade em memorizar todos os membros do grupo, e devido a essa dificuldade ele passa a não lembrar quem é dominante e quem é submisso a ele, o que resulta num maior número de brigas. Alguns pesquisadores dizem que um lote deve ter entre 150 e 200 animais no máximo. Isso também é muito relativo devido a disponibilidade de recursos, ou seja, se houver água, sal (tamanho de cocho), sombra, etc, suficiente para todos os animais, não há necessidade de disputa entre eles.

Bem estar animal

Hoje em dia, no Brasil e no mundo se fala muito em ambiência e bem-estar animal, porém sempre surgem dúvidas a respeito do que realmente é bom para o animal, o que realmente lhe proporcionaria conforto e bem estar. O objetivo geral do bem estar animal é conhecer, avaliar e garantir as condições para satisfação das necessidades básicas dos animais que passam a viver, por diferentes motivos, sob o domínio do homem. Portanto devemos tratar o animal com respeito evitando que durante a sua vida ele passe por sofrimentos desnecessários.

Sabe-se que técnicas de manejo adequadas, tipo de criação, instalações bem planejadas e funcionários bem treinados podem ser a diferença entre maior ou menor lucratividade dentro da propriedade, pois tudo isso quando bem trabalhado diminui o estresse causado aos animais, conseqüentemente resulta em maior fertilidade, maior ganho de peso, menores perdas por acidentes ou contusões.

Um bom exemplo é quando as pessoas que manejam o gado têm bons conhecimentos de comportamento e especialmente como conduzi-los, pois numa condução mal feita, dentro ou fora do curral, o animal pode quebrar um membro ou sofrer contusões de carcaça que o frigorífico com certeza condena e/ou desconta no pagamento. Além disso, pode ser a diferença entre um bom dia de trabalho ou um dia de trabalho onde, metade dos funcionários se machucaram na lida com o gado nas fazendas de corte.

Responsável Técnico : Iramaia M. Bassoi Hefner CRMV 01437/Z

As Vantagens zootécnicas da Inseminação artificial

Por que utilizar a Inseminação Artificial ?

Veremos a seguir algumas vantagens de sua utilização nas fazendas de bovinocultura de corte (raças Nelore, Nelore Mocho, Gir, Aberdeen Angus, Guzerá, etc.) ou leite (Holandês, Jersey, Guzolando, Gir leiteiro, etc).

- maior uniformidade do rebanho;

- facilita a organização de programas de cruzamentos;

- melhora o rendimento;

- utilização do reprodutor mesmo depois de morto.

Vantagens econômicas da Inseminação artificial:

- pequenos produtores rurais podem dispor de reprodutores de alto valor zootécnico por preços acessíveis;

- elimina-se gastos e riscos de manutenção de touros;

- permite a utilização de um maior número de matrizes;

- proprietários e criadores de animais de alto valor zootécnico podem mandar coletar, congelar e comercializar sêmen dos seus animais obtendo grandes lucros;

- menor custo de produção.

Vantagens sanitárias da Inseminação artificial:

- nos programas de I.A. são utilizados touros comprovadamente livres de doenças sexualmente transmissíveis.

Para a utilização de um programa de I.A. , os pecuaristas devem analisar todos os itens acima, escolher as matrizes com melhor genética e procurar profissionais especializados na área.

Responsável Técnico : Iramaia M. Bassoi Hefner CRMV 01437/Z

Artigo - Manejo sanitário para bovinos (01)

O controle sanitário em rebanhos bovinos de corte e leite nas fazendas é de extrema importância, pois os seres humanos estão diretamente ligados a eles, principalmente por alimentarem-se do leite e seus derivados e da carne, importantes fontes de proteína, e que, se contaminados, transmitem doenças ao homem, as chamadas zoonoses. E também porque animal doente, significa prejuízo certo, seja com gastos de medicamentos ou por perdas na produtividade das fazendas e na criação em geral.

A seguir, daremos algumas dicas e datas mais importantes para que este manejo sanitário possa ser realizado de forma eficaz nas fazendas de criação de gado, através das vacinações e vermifugações (próxima edição).

Principais Doenças e Vacinas: o calendário de vacinação varia muito de uma região para outra no Brasil. Devemos ficar atentos para as campanhas de vacinação realizadas pelas Secretarias da Agricultura de cada Estado. O calendário de vacinação no Estado da Bahia foi alterado desde o ano de 2008.  Normalmente cada fazenda tem seu calendário particular de vacinação, mas as principais épocas e vacinas são:

- febre aftosa: vacinar os animais a partir dos 4 meses de idade, revacinar 4 meses após a 1ª. dose e, daí em diante, de 6 em 6 meses.

- brucelose:vacinar somente as fêmeas entre 3 e 8 meses de idade, geralmente é feita na apartação. Não revacinar. O Estado da Bahia está desenvolvendo uma campanha para vacinação contra brucelose, obrigatória, que se inicia agora em março. A campanha será realizada no mesmo período da vacinação contra febre aftosa, mas em dose única.

- botulismo: vacinar os animais a partir dos 4 meses de idade, repetir a dose após 8 semanas, e revacinar anualmente.

- raiva: vacinar os animais a partir dos 4 meses, dose única. Revacinar anualmente.

- carbúnculo: também vacinar os animais a partir dos 4 meses, revacinando-os anualmente.

- pneumoenterite: vacinar os bezerros com 15 dias de idade e as vacas no 8º. mês de gestação.

- leptospirose: vacinar os animais na apartação (desmame), revacinando-os anulamente.

O criador e profissionais nas fazendas de bovinocultura devem atentar ainda para as observações abaixo:

- nunca vacinar animais doentes, em convalescença ou mal nutridos;

- evitar atropelos, choques e maus tratos durante a vacinação;

- observar muito bem o modo de aplicação e dosagens;

- retirar e aplicar vacina utilizando agulhas esterilizadas;

- usar luvas durante o preparo e aplicação da vacina;

- verificar o prazo de validade, e jamais utilizar vacina vencida;

- manter a vacina em geladeira, à temperatura entre 2 e 8 ºC.

- Transportar a vacina em isopor com gelo;

- queimar e enterrar profundamente os frascos e restos de vacina.

Responsável Técnico : Iramaia M. Bassoi Hefner CRMV 01437/Z

Artigo - Manejo sanitário para bovinos (02)

O uso de vermífugos:

Geralmente os vermífugos são usados de duas maneiras: terapeuticamente para tratar infestações existentes ou surtos clínicos, ou profilaticamente. Evidentemente, é preferível o uso profilático, quando a administração de uma droga a intervalos determinados, ou continuamente, durante um período de tempo, pode evitar a ocorrência da enfermidade.

Um vermífugo ideal deve possuir as seguintes propriedades:

- deve ser eficaz contra todos os estágios parasitários de uma determinada espécie;

- deve ser atóxico para o hospedeiro;

- tem que ser rapidamente metabolizado e excretado pelo hospedeiro, caso contrário seriam necessários longos períodos de carência em animais produtores de carne (Ex: Nelore Padrão, Nelore Mocho) e leite (holandês, Jersey, etc);

- devem ser de fácil administração, existem apresentações diferentes para as espécies animais. Produtos orais e injetáveis são amplamente empregados em ruminantes e há também preparados pour-on para bovinos;

- o preço deve ser razoável e analisado pelo criador e profissionais das fazendas.

Os vermífugos e seu modo de ação:

Existem vermífugos com princípios ativos de largo espectro, a base de ivermectina que agem tanto a nível de endo-parasitas (vermes), como também ecto-parasitas (berne, moscado chifre, carrapatos). Estes vermífugos são indicados para bezerros recém nascidos e depois repetir a dose de 4 em 4 meses na fase de cria, e para adultos de 6 em 6 meses. Os vermífugos de pequeno espectro, a base de albendazole, imidazol, levamizole e fenbendazole (vermes gastrintestinais e pulmonares), agem apenas nos endo-parasitas, são os chamados anti-helmínticos e são indicados para animais nas fases de recria e engorda. Geralmente, as doses são dadas de 4 em 4 meses, de acordo com o grau de infestação de parasitas e com a região. Em regiões úmidas, ou época chuvosa, inverno no caso da região de Feira de Santana/Bahia, normalmente a incidência de vermes pulmonares é maior, portanto deve-se dar preferência para os vermífugos que atinjam também esses vermes.

 

PRINCÍPIO ATIVO
DOSAGEM
APLICAÇÃO
ivermectinas
1% 1ml/50kg
todas as fases da criação
abamectinas
1% 1ml/50kg
a partir dos 4 meses de idade, em todas as fases da criação
levaminol*
22,5% 1ml/50kg
todas as fases da criação
albendazol*
12,5% 3ml/50kg
todas as fases da criação
moxidectina
1% 1ml/50kg
a partir dos 4 meses de idade, em todas as fases da criação
doramectina
1% 1ml/50kg
todas as fases da criação

 

*OBS: a dosagem para vermifugação deve respeitar o peso corporal de cada animal, de acordo com as recomendações e especificações da bula de cada produto.

Responsável Técnico : Iramaia M. Bassoi Hefner CRMV 01437/Z

Nelore Padrão, Nelore Mocho e Guzerá - Melhoramento Genético

A Produtividade e Melhoria da Qualidade Final do Produto nas fazendas de bovinocultura de corte.:

Para enfrentar a crescente competitividade existente no Brasil e mercado externo, o melhoramento genético tem exercido um papel fundamental nos rebanhos buscando melhores índices zootécnicos e aprimoramento da qualidade da carne, fator determinante na decisão de compra de um consumidor cada vez mais consciente e exigente.

Hoje, as avaliações genéticas estão cada vez mais completas, fornecendo estimativas do valor genético dos animais para características ponderais, reprodutivas e de carcaça, que causam impacto econômico na atividade pecuária. As avaliações genéticas prevêem o valor genético de um animal, já que não há condições de conhecê-lo com exatidão, isolando a interferência dos efeitos de meio e da interação genótipo-ambiente.

As Fazendas Reunidas, em Feira de Santana e Iramaia, Bahia, trabalham com avaliação genética de seus rebanhos Nelore Padrão e Nelore Mocho no programa de melhoramento da USP/ANCP e também no programa da ABCZ/EMBRAPA com as raças: Nelore Padrão, Nelore Mocho e Guzerá.

Alguns conceitos importantes para se iniciar um programa de melhoramento são:

DEP (Diferença Esperada da Progênie): é utilizada para comparar o mérito genético de animais para várias características e indica o valor genético de um animal que é transmitido a seus filhos. Ela é expressa na unidade da característica (Ex: kg para peso, cm para perímetro escrotal e meses para idade ao primeiro parto). Um animal não possui necessariamente DEP'S positivas para todas as características nas quais é avaliado, portanto, é importante que a seleção seja feita de acordo com os objetivos e do que se pretende buscar com o melhoramento genético do rebanho.

Acurácia: é uma medida que indica a confiabilidade da estimativa da DEP, representando o quanto um valor estimado se aproxima do valor real. A medida da acurácia varia de 0 a 1 e está diretamente relacionada à quantidade de informações sobre um animal, considerando dados do desempenho do animal, de sua progênie e de todos os animais com os quais ele possui algum grau de parentesco. Quanto maior o número de medidas que contribuam para a avaliação genética de um animal, maior será a acurácia ou a confiabilidade do valor da estimativa de DEP. Deve-se ressaltar que para a seleção dos animais, deve ser levado em consideração o valor da DEP, considerando a acurácia apenas na determinação da intensidade com que esses reprodutores deverão ser utilizados.

É preciso que os Srs. Pecuaristas, criadores questionem e procurem saber mais informações técnicas para que possamos crescer com qualidade, tornando-nos cada vez mais competitivos na pecuária de corte do Brasil.

Responsável Técnico : Iramaia M. Bassoi Hefner CRMV 01437/Z

Bibliografia: Revista Tecnologia de Gestão Pecuária - Global Pecus Comunicações - set/2001, ano 1, n.1 LOBO, R. B. - Programa de Melhoramento Genético da Raça Nelore - Sumário - 2001 - FINEP - Ribeirão Preto/SP - 2001

Artigo - Melhoramento Genético (Parte 02):

Perímetro Escrotal:

O fator mais importante para se realizar seleção de machos em uma criação de gado de corte, através da mensuração do perímetro escrotal é sua correlação favorável com a idade em que suas filhas atingirão a puberdade. A idade de puberdade indica a capacidade das filhas de emprenharem e parirem mais cedo. Existem dois aspectos importantes para a mensuração do perímetro escrotal que devem ser considerados. O primeiro é quanto à precocidade sexual também nos machos. Animais que atingem a puberdade mais cedo, são considerados sexualmente mais precoces. Quando os machos atingem a puberdade, começa a secreção de hormônios sexuais que fazem crescer o testículo.

Destaque das Fazendas Reunidas:

Nesta fase, os animais começam a ter um aumento de cerca de 5,0cm na circunferência escrotal em um mês, ocorre um salto no crescimento do testículo. Depois disso, a velocidade do crescimento continua em um ritmo mais lento. Portanto, identificando-se os animais que tem este salto primeiro, saberemos quais os animais que atingiram a puberdade mais precocemente.

Acima, foto do testículo de um animal Nelore

Dessa forma, faz-se necessário ter um controle rigoroso e mensal da mensuração do PE desde os 09 até os 18 meses de idade, pois deste modo, tem-se a certeza da idade em que ocorreu o salto no crescimento do testículo. Quando a seleção nas fazendas é feita para o tamanho do testículo aos 18 meses, por exemplo, todos os animais já terão passado da fase do salto no crescimento e assim a seleção não será efetiva para a determinação do início da puberdade.

PE = 49,0cm

O segundo aspecto importante é a correlação do PE com a qualidade do sêmen. Animais com testículos muito pequenos não devem produzir sêmen de boa qualidade, ou porque ainda não atingiram um estado fisiológico, ou porque não tem capacidade de produzir.

Isto não significa entretanto, que a relação entre as duas características seja direta sempre, não quer dizer que quanto maior o testículo, melhor a qualidade do sêmen, ou vice-versa. Porém, com certeza, eliminando-se os animais com testículos muito pequenos, depois de atingida a maturidade sexual, elimina-se os animais menos férteis. Outro aspecto que deve ser considerado é que o fato do animal atingir a puberdade, não significa que ele seja capaz de emprenhar as fêmeas. Todo este estudo deve ser acompanhado de estudos andrológicos a partir dos 16 meses de idade.

Responsável Técnico : Iramaia M. Bassoi Hefner CRMV 01437/Z

Artigo - Produção do Boi Verde

Esta denominação "boi verde" está sendo largamente utilizada no setor pecuário de hoje no Brasil e no mundo para definir a criação de bovinos exclusivamente a pasto. Produzir carne bovina em maior quantidade, de melhor qualidade e o mais economicamente possível para vender mais barato é a meta de todos os segmentos da sociedade que estão diretamente relacionados com a atividade pecuária no Brasil.

As características climáticas e territoriais de nosso país são favoráveis à produção de bovinos de corte em regime de pasto e, além disso, somos detentores do maior rebanho comercial de gado de corte do mundo e da maior área de pastos cultivados favorecendo ainda mais a produção eficiente da carne do boi verde.

As Fazendas Reunidas, com sede em Feira de Santana, Bahia, produzem seus animais das raças Nelore, Nelore Mocho e Guzerá totalmente a campo, contribuindo para a criação do boi verde no Brasil.

Apresentaremos a seguir, alguns pontos fundamentais que o produtor rural e criador devem prestar atenção para que obtenha um melhor resultado na sua atividade pecuária:

1) aumento da disponibilidade de pasto por meio de implantação e manejo correto das pastagens, permitindo uma maior taxa de lotação;

2) suplementação mineral o ano todo para previnir doenças e carências nutricionais;

3) controle sanitário eficiente (vermifugação e vacinação);

4) melhoramento genético contínuo do rebanho, com utilização de touros geneticamente testados e avaliados, inseminação artificial e transferência de embrião;

5) aumento da integração e do profissionalismo entre os elos da cadeia produtiva: insumos, produtor rural, frigoríficos, atacados, açougues e consumidores.

Todos os itens acima devem sempre ser levados em consideração, pois interferem diretamente no custo de produção da arroba bovina, no desempenho animal e na lucratividade da pecuária nas fazendas.

Responsável Técnico : Iramaia M. Bassoi Hefner CRMV 01437/Z

Artigo - Rastreabilidade da Carne Bovina

Em que consiste um programa de rastreabilidade da carne bovina do Brasil?
No programa de rastreabilidade da carne bovina buscamos a qualidade do produto e deve-se ter claramente explicitado a identificação individual dos animais. O produto deve apresentar no rótulo informações como: raça (Ex: Nelore ou Nelore Mocho), idade do animal, sexo, propriedade de origem (fazenda), tipo de manejo, lote a que pertencia, data de abate, etc.

A importância da rastreabilidade da carne bovina

A busca da dieta saudável reflete o perfil do consumidor moderno. Sendo assim, o produtor  e criador de bovinos de corte necessita estar integrado nesse novo contexto de oferecer um produto de alta confiabilidade desde o seu nascimento até a entrega ao frigorífico.

A rastreabilidade tem sido o principal foco na área da carne bovina, do produtor, da indústria, do comércio e do consumidor, visto que a questão envolve segurança do alimento para um consumidor cada dia mais exigente.
A rastreabilidade tem importante papel na defesa e conquista de mercados. A Europa está fechada para a carne não rastreável, desde 2002. Os países e/ou estados que estiverem começando a identificar seus animais antes, poderão conquistar fatia importante deste mercado.
A Associação de Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), lançou este ano a "Carne Nelore Natural" que está sendo vendida no Hipermercado Andorinha/SP. Os animais que participaram do programa foram produzidos por um grupo de criadores de Rondônia e abatidos no Município de Vilhena/RO.
Visitas, palestras e abates técnicos realizados pelos técnicos da ACNB têm ajudado a mostrar aos pecuaristas qual o tipo de animal desejado no programa e quão importante é manter a padronização.

A Fazendas Reunidas Santa Maria  também  participa deste programa, contribuindo com a qualidade da carne produzida no Brasil.

Responsável Técnico : Iramaia M. Bassoi Hefner CRMV 01437/Z

Bibliografia: Revista Tecnologia de Gestão Pecuária - Global Pecus Comunicações - set/2001, ano 1, n.1
LOBO, R. B. - Programa de Melhoramento Genético da Raça Nelore - Sumário - 2001 - FINEP - Ribeirão Preto/SP - 2001.

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